CARTA ABERTA À COMUNIDADE
Terça-feira, 18 de maio de 2010Nós, professores da Unicastelo, em greve, convidamos TODA A COMUNIDADE – alunos, comerciantes, funcionários, professores, moradores e representantes de movimentos sociais da região – a participarem de um ATO EM DEFESA DA UNICASTELO20 de maio – quinta-feira – concentração às 18 h em frente à Unidade 1 da UnicasteloR. Carolina Fonseca, 584A Unicastelo, há 30 anos na região, é referência em termos de qualidade de ensino, qualidade esta cuja manutenção interessa a todos. Da mesma forma, a prestação de serviços à comunidade e seu papel na inclusão socioeducacional numa região periférica têm de ser preservados e defendidos por todos que, como nós, estão comprometidos com este projeto.Entretanto, a Reitoria da instituição tem reiteradamente desrespeitado direitos trabalhistas básicos, como:- não pagamento do salário de abril e falta de previsão para sua efetivação;- não pagamento de um terço de férias, o qual deveria ter sido efetuado em julho de 2009;- falta de depósito de FGTS desde março de 2009;- falta de pagamento da folha complementar, que inclui horas de orientação de estágio e atividades complementares, entre outros.Por isso, nós, reunidos em assembléia no dia 17 de maio de 2010, decidimos unanimemente pela MANUTENÇÃO DA GREVE iniciada em 12 de maio, em vista do não posicionamento da Reitoria em relação às nossas reivindicações. Ressaltamos que a GREVE associa-se ao nosso compromisso com uma formação de excelência de profissionais comprometidos e com o atendimento à comunidade do entorno, o qual não foi interrompido com o movimento paredista.Sua participação e apoio são fundamentais!COMANDO DE GREVESINPRO-SP http://cenariouniversitario.blogspot.com/2010/05/carta-aberta-comunidade.html
Vale a pena debater reforma agrária?

Rui DaherDe São Paulo (SP) Para aqueles que só se importam com o fato de que o PIB agropecuário irá crescer, em 2010, perto de 6,0%, certamente, não. Para quem se incomodou ao saber que Pedro Alcântara, um dos líderes da FETRAF (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar) foi assassinado com cinco tiros na cabeça, em Redenção, no Pará, a resposta é sim.Desde que nos anos 1950, em Pernambuco, foram criadas associações de trabalhadores rurais, batizadas Ligas Camponesas, os proprietários de grandes extensões de terras e seus representantes na sociedade trataram de remeter para a vala do interesse político reivindicações legítimas. Na época, como pecha ao Partido Comunista Brasileiro, hoje, ao fazer do MST o braço rural do PT.Tudo de um simplismo obtuso e juízo imediatista, pois focados apenas nos atos de invadir e desapropriar.A coluna já discutiu o profundo fosso que existe entre o desempenho da agropecuária nacional contraposto a necessidades básicas de quem trabalha no meio rural. Se o último Censo Agropecuário já havia exposto o suficiente, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios mostra ainda mais. Enquanto na zona urbana a taxa de analfabetismo dos maiores de 15 anos é de 7,5%, no campo ela atinge 23,5% e 3/4 da população não completaram ensino fundamental. Mais: a renda média mensal per capita rural é de R$ 360,00, ou 46% da média urbana que é de R$ 786,00.São fatos que parecem não preocupar confederações, bancadas, grandes produtores e uma opinião pública formatada pela mídia que apenas usa caneta marca-texto em marchas e invasões de sem terras. Não se trata, aliás, de constatação difícil. Bastaria ler os e-mails que a coluna recebe quando trata do assunto.Aprofundar o tema, verificar como se vive nos assentamentos, ouvir seus membros, o que se reivindica, como funcionam suas escolas, quais seus obstáculos judiciais, não faz manchete. Fácil generalizar e tratar a todos como parasitas que só promovem baderna.Acima do evento político, é preciso ficar claro que qualquer atividade da economia, ainda mais se produtiva, não se presta apenas a figurar em estatísticas e ranking mundiais de desempenho. São medíocres as referências à agropecuária como salvação da balança comercial, se tomadas apenas como resposta aos programas voltados à agricultura familiar.Antes de tudo, esse resultado deve proporcionar segurança alimentar à população e bem-estar a quem vive do trabalho na atividade. E nisto vamos muito mal. O índice de Gini que o diga.Dizer que o Estado protege e incentiva os movimentos sociais no campo é falso se medidos os favores dados à agricultura dita ¿empresarial¿. Empréstimos com juros favorecidos, perdão de dívidas, financiamento para mecanização, apoio técnico da Embrapa. Nada de condenável nisto. Pelo contrário, é preciso mais: infraestrutura para competir, seguro rural suficiente, garantia maior de preços mínimos.O que não se admite é o uso tanto da pujança como da mazela para demonizar programas voltados ao trabalhador rural identificando-os sempre como atos retrógrados e desnecessários. Isto é embuste.Acaba de ser lançado no Brasil o livro "Combatendo a Desigualdade Social - O MST e a reforma agrária no Brasil" (Editora UNESP), uma coletânea com artigos de pesquisadores de universidades nacionais e estrangeiras, organizada por Miguel Carter, da American University.Sua leitura permitirá saber que é possível avançar e ser potência agrícola mundial num ambiente de democracia agrária, onde o trabalho seja compensado com uma vida digna.
Desenvolvimento Urbano – Conquista dos Movimentos Sociais
 - Com o objetivo de compreender qual foi a contribuição dos movimentos sociais para o desenvolvimento urbano da zona leste de São Paulo, faz-se necessária a apresentação do contexto histórico e dos processos que marcaram sobre os aspectos políticos, econômicos, e sociais a sociedade brasileira. Desta forma, tomamos como referência estudos teóricos e depoimentos de pessoas engajadas nas lutas dos movimentos sociais, que contribuíram significativamente para o direcionamento deste trabalho:
- Maria Olinda Costa Santos Carreira – Mestre em Serviço Social, autora da tese de mestrado “Zona Leste do Município de São Paulo: uma história marcada por manifestações e lutas populares”; - Givanildo Manoel – formado em História, educador social, militante do Foro o Estado Brasileiro no banco dos réus; - Núria – Assistente Social da Secretaria de Habitação do Município de São Paulo; - Arcanja Francisca Arcanjo – ex-integrante e moradora do mutirão de moradia do Conjunto Residencial José Bonifácio; - Rosalvino Moron Vynaia – Padre, Fundador da Obra Social Dom Bosco e coordenador do movimento de moradia no bairro de Itaquera, Zona Leste de São Paulo.
Adotamos ainda, como referência os estudos de Ermínia Maricato que apresenta a defasagem na sociedade brasileira, em decorrência do período escravocrata até a abolição da escravatura, momento em que as desigualdades sociais ampliaram-se com gritante emergência, ou seja, a negação de direitos e a luta de classes.
“A urbanização da sociedade brasileira se deu no século XX, mas carrega o peso da “formação” da sociedade caracterizada como “defasagem e continuidade”.” Ermínia Maricato, pg. 21, Urbanismo na Periferia do Mundo Globalizado.
Com o início da industrialização, é instituído na sociedade brasileira, pela burguesia o sistema capitalista, gerando os conflitos pertinentes a relação capital x trabalho.
A postura do Estado neste período foi de uma gestão desenvolvimentista, que proporcionou amplos investimentos financeiros, criando infraestrutura necessária para o capital desenvolver-se e instalar-se nas grandes metrópoles. Com este processo de industrialização nas grandes metrópoles, especificamente em São Paulo, a sociedade tinha um perfil majoritariamente rural, e conseqüentemente sofre uma grande transformação, pois as pessoas em busca de trabalho e melhoria de vida, migram para a cidade, acentuando o perfil dessa sociedade para o urbano.
Sendo assim, a cidade de São Paulo sofre um impacto populacional, uma vez que os governos não concretizaram amplamente políticas públicas, para atuar junto às frentes de infra-estrutura: saneamento básico, fornecimento de água, de luz, acesso a moradia, transporte, políticas de saúde e educacionais.
Nesta condição da ausência de infraestrutura adequada, em decorrência da falta de planejamento, de investimentos e vontade política por parte do governo, apresenta-se uma seqüência de crises de ordem diversas: econômica, social, cultural, política e a crise urbana, que segundo o escritor Lefebvre: “... fundamenta-se numa hipótese, segundo a qual a crise da realidade urbana é mais importante, mais central que esta ou aquela outra.” Henri Lefebvre, pag. 79.
Os processos de exclusão social submeteram a população a situações de vulnerabilidade e risco social, proliferando a “segregação espacial”, o não acesso aos direitos essenciais e ao uso da cidade. Isto evidencia a defesa da propriedade privada, das áreas privilegiadas da cidade para a classe detentora do capital, e concomitantemente o acesso restrito ao centro enquanto local de poder político e econômico; restando a maioria da população as áreas periféricas. Desta forma, o mercado imobiliário atua reforçando as desigualdades, aplicando princípios neoliberais, e concretizando o Estado mínimo, que não garante os direitos universais e estabelece ações seletistas. “Há um setor do capital, no entanto, para o qual a cidade não interessa apenas como o local da produção e da troca, mas como o próprio objeto de extração de rendas, lucros e juros. Para o capital imobiliário a mercadoria a ser vendida é a própria cidade, isto é, são seus edifícios com suas localizações específicas; em outras palavras, são seus edifícios com suas vizinhanças e oportunidades.” Ermínia Maricato, pag. 44, Habitação e Cidade.
Apesar da construção de processos históricos, políticos, econômicos e sociais, impostos pelo capital, a população ofereceu resistência através das ações dos movimentos sociais, na luta pela garantia de direitos.“A história de cada um dos movimentos sociais, analisados neste livro, revela que eles se iniciam geralmente com a tomada de consciência das contradições existentes por parte de um pequeno grupo de pessoas. Por iniciativa deste pequeno grupo se inicia um processo de mobilização, que vai paulatinamente se ampliando, seja entre os membros de um sindicato, os moradores de um bairro, os fiéis de uma paróquia ou pessoas ideologicamente motivadas para se engajar em determinados tipos de luta.” Paul Singer e Vinícius Caldeira Brant, pag. 215.Com a influência dos imigrantes europeus alguns ideais revolucionários ajudaram os movimentos sociais a compor o cenário de lutas na esfera política partidária. Estas articulações sofriam grandes repressões e realizavam-se clandestinamente nas igrejas católicas e casas de militantes, da mesma forma que o partido comunista e outros grupos de reivindicação, fugiam da repressão ditatorial.Foi marcante as iniciativas políticas coordenadas pela ala progressista da igreja católica que aplicava a Teologia da Libertação – a partir das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) que propunha a discussão e o apontamento das necessidades locais, procurando encaminhá-las para a esfera do direito.Estes encontros ampliavam as discussões entre os militantes acerca da liberdade de expressão, o fim da ditadura, da conquista dos direitos sociais, através das lutas, das manifestações por creche, contra o custo de vida (carestia), contra o lixão, enchentes, moradias indignas (favelas) e também as formas de violência e repressão utilizadas pelo Estado através da polícia para coibir as manifestações e os posicionamentos contrários à ordem vigente.A partir da redemocratização brasileira ocorrem grandes mudanças no cenário político, pois vem a tona as disputas políticas partidárias e a atuação legitimada dos movimentos sociais em busca de conquistas para o desenvolvimento urbano da Zona Leste de São Paulo.Vale ressaltar, que algumas gestões municipais tiveram um caráter mais democrático que possibilitaram a participação popular e atenderam as reivindicações dos movimentos sociais, enquanto outras rechaçavam as iniciativas populares.Na perspectiva de atendimento das reivindicações, existe uma nova legislação urbana – O Estatuto da Cidade, e o Plano Diretor que dá a diretriz para a concretização e viabilização de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento urbano da cidade.Constatamos que a árdua luta dos Movimentos Sociais garantiram os direitos e a efetivação do desenvolvimento urbano da Zona Leste de São Paulo, e que essa atuação ainda continua sendo necessária nos dias atuais, como forma de enfrentamento aos processos de desigualdades que marcam a sociedade de classes.Embora o poder ideológico (meios de comunicação) veicule constantemente informações que criminalizam os movimentos sociais, existem opiniões contrárias que tentam desmistificar e romper com a visão conservadora, de que as ações populares são criminosas e baderneiras, como conseqüência, as classes subalternas perdem a identidade classistas e acabam por defender um ideal dominante.===================================================Trabalho apresentado como nota final, na disciplina de Estudo dos Espaços Urbanos no Brasil, no curso de Serviço Social, 4º Semestre C, sob orientação da Professora Fernanda Araújo de Almeida, pelas alunas Alexandrina M. Brasil, Elaine Reali Marciano, Etiene dos Santos, Graziela Carvalho Mendes e Rosemeire F. Arbeloa, em Dezembro/2009.===================================================Referência BibliográficaLEFEBVRE, Henri. Espaço e política. Tradução: Margarida Maria de Andrade e Sérgio Martins. In __ A Cidade e o Urbano. Belo Horizonte. Editora UFMG, 2008. 192 p. p. 79.MARICATO, Ermínia. São Paulo em Perspectiva. In __ Urbanismo na Periferia do Mundo Globalizado metrópoles brasileiras. São Paulo, 2000. 21-33 p. p. 22.MARICATO, Ermínia. Estudos Avançados. In __ Metrópole, legislação e desigualdade. 2003. 150-167 p.MARICATO, Ermínia. Habitação e Cidade. In __ Parte 2 – Luta Social e Espaço Urbano. Atual Editora. São Paulo, 1997. 7ª. ed. 41-53 p. p. 44.SINGER, Paul. BRANT, Vinícius Caldeira. São Paulo: O Povo em Movimento. In __ 8 Movimentos Sociais em São Paulo: traços comuns e perspectivas. Editora Vozes. Rio de Janeiro, 1980. 230 p. p. 215.CARREIRA, Maria Olinda Costa Santos. Tese de Mestrado: Zona Leste do Município de São Paulo: uma história marcada por manifestações e lutas populares. In __ Capítulo II: Sindicatos e SABs – Velhos personagens em cena: as primeiras manifestações reivindicatórias na Zona Leste do Município de São Paulo. p. 33-56.CARREIRA, Maria Olinda Costa Santos. Tese de Mestrado: Zona Leste do Município de São Paulo: uma história marcada por manifestações e lutas populares. In __ Capítulo III: Das sombras e do silêncio surgem os articuladores e novas formas de manifestação. p. 57-96.
Como atualizar o BIOS do seu computador
Ter, 26 de Janeiro de 2010 21:30
Como qualquer software, o sistema que inicializa o PC também tem atualizações, mas requer uma pouco mais de cuidado. Confira os procedimentos para uma atualização segura. O BIOS do computador (Basic Input / Output System, ou Sistema Básico de Entrada e Saída) é o primeiro software a ser carregado no PC. Ele prepara o terreno para o sistema operacional, seja Linux, Windows, Mac ou qualquer outro, reconhecer todos componentes de hardware de forma a serem utilizados corretamente. Como acontece em qualquer software, o fabricante do computador ou da placa-mãe atualiza periodicamente o BIOS para corrigir bugs, adicionar compatibilidade com novos dispositivos, melhorar o cache de funções e fazer ajustes de hardware que podem acelerar o tempo de boot. As atualizações estão disponíveis no site de cada fabricante. Mas é preciso ter em mente que atualizar o BIOS é um processo diferente de atualizar qualquer outro software. Como o BIOS é o componente que inicia o computador, qualquer erro no processo pode fazer com que o computador não inicialize mais. Veja como se certificar de que a atualização seja feita corretamente sem riscos de perder o boot do sistema. Passo 1: Identificar a versão atual do BIOS A maneira mais fácil de encontrar as informações sobre o BIOS do seu PC é executar um software do próprio Windows. Digite msinfo32 na barra de pesquisa (para o Windows 7 ou Vista) e pressione a tecle Enter. No Windows XP, clique com o botão direito do mouse no menu Iniciar e escolha o item Executar. Na janela aberta, digite msinfo32 e clique Ok. Depois de aberto o programa, verifique na coluna esquerda o item que encabeça a lista, chamado Configuração do sistema. Na coluna da direita aparece os detalhes do BIOS do seu computador, como exemplificado na figura abaixo. CONFIRA O RESTANTE DA MATÉRIA NO LINK ABAIXO: FONTE: http://pcworld.uol.com.br/dicas/2010/01/26/como-atualizar-o-bios-do-seu-computador/
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